FUTEBOL COVARDE ESTÁ NA MODA

FUTEBOL COVARDE ESTÁ NA MODA

Acabar ainda não acabou, embora não esteja faltando muito pra isso. O título é improvável, concordo! Mas se, na situação que estamos, o considerarmos “impossível”, estaremos rotulando o de 2009 como “acidental”, e isso seria uma tremenda injustiça. Naquele ano, nossa situação era bem mais desfavorável que a de agora e o resultado todos nós sabemos qual foi.

É CLARO que vai ficar um gosto amargo, caso a história não se repita. Afinal de contas, há alguns anos estamos preparados psicologicamente para passar a vencer competições importantes. Para um torcedor do Flamengo o conforto de termos simplesmente mudado de patamar, e passarmos a brigar na parte de cima da tabela, não é o bastante.

Mas por que ainda não vencemos?
São VÁRIOS os motivos, que vão de escolhas erradas em momentos errados da nossa Direção a perda de jogadores fundamentais em momentos cruciais.

Seja a contusão do Diego (que o obrigou a uma cirurgia, quando estava em plena forma) na fase decisiva da Libertadores, a ausencia do Guerrero (por doping ou excesso de amarelos) na reta final das competições ou a Legislação da CBF (alterada no ano seguinte) que nos impediu de contar com um goleiro de verdade do elenco nas finais da Copa do Brasil, isso acabou sendo determinante para nosso insucesso em competições que sonhávamos. Sem falar na saída do Everton Cardoso, que, não só desarrumou o nosso time, como arrumou o de um concorrente. O que foi agravado com a saída do Vinícius Jr. ainda no meio do ano, IMPLODINDO o que seria a solução.

Mas vamos deixar esse passado recente para a história e falar dos nossos problemas atuais. Particularmente ao jogo de sábado, quando precisávamos vencer, MERECÍAMOS ter vencido, mas não vencemos.

Quem costuma acompanhar o que escrevo aqui, deve se lembrar da minha insistência em responsabilizar nossos erros individuais do setor defensivo, como justificativa para a maioria dos nossos maus resultados. E isso, mais uma vez, se repetiu. Zagueiros falham (Piqué que o diga), sem dúvida! O problema é que os nossos falham com mais frequência que os de nossos concorrentes e precisamos de outros. Simples assim!

Não podemos culpar APENAS o Pará. Pará, não é segredo para ninguém, tem sérias limitações técnicas. Mas é de uma dedicação comovente e de um coração rubronegro imenso. Infelizmente, falhou justamente diante do principal jogador adversário, com capacidade para ser decisivo na única chance que teve. Capacidade essa que FALTOU ao nosso tão enaltecido Menino Mascarado, nas duas vezes que esteve NA CARA do gol palmeirense.

Ao final do jogo estava triste, CLARO que sim! Acabávamos de desperdiçar nossa melhor chance de encostar de vez na liderança. Mas, JURO a vocês, passei LONGE de me sentir decepcionado com o futebol que jogamos. Pelo contrário! Como se decepcionar, jogando muito mais bola que o time mais badalado do momento, que teve apenas 32% de posse de bola, chutou duas vezes na direção do nosso gol e passou o jogo inteiro dando bicos pra frente?

Da mesma forma que meus sobrinhos netos Davi e David, comecei a chutar uma bola logo depois de começar a andar e, portanto, minha paixão pelo futebol é anterior até a que desenvolvi pelo Flamengo. E esse Flamengo, com TODAS as suas falhas defensivas e ofensivas; com todo desgaste provocado pela insanidade do calendário; com todo o prejuízo causado (desde a primeira rodada) pelas arbitragens; com todas as suas oscilações; e, ao contrário de 99% dos nossos adversários, esse Flamengo de hoje JOGA FUTEBOL.

Joga pra cima dos adversários, se impondo, com apego pela bola, buscando as triangulações, o jogo pelas laterais e as inversões. Um futebol absolutamente diferente desse MEDÍOCRE e COVARDE que temos visto nos demais.

Não tem tido o sucesso esperado? Sim, é verdade! Da mesma forma que o River não teve contra o Grêmio no primeiro tempo de terça passada. Apesar de ter sido infinitamente superior e ter recebido os maiores elogios da mídia, acabou indo em desvantagem para o vestiário. Nenhuma surpresa! É sabido que Futebol e Justiça nunca andaram juntos. 

Nossa troca de treinador acabou sendo benéfica, sem dúvida. Mas mais ainda a dose extra de oxigênio que ganhamos com as semanas livres, o que tem nos permitido, FINALMENTE, voltar a treinar e aprimorar o entrosamento. Portanto, ainda não está na hora de entregar os pontos.

Tá difícil? TÁ! Mas vamos tratar de vecer os jogos que nos faltam e ver como vai ser o desempenho do líder a partir de agora. Ninguém pode prever (talvez só nós mesmos) o abalo psicológico que uma eliminação da Libertadores pode provocar na equipe do nosso principal concorrente.

PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!

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