O PRIMEIRO PASSO

O PRIMEIRO PASSO

Imagino QUANTOS de nós estejam passando pelas mesmas sensações, neste momento. Fora a ansiedade pelo fim da Síndrome de Abstinência de Flamengo, durante essa Copa Mequetrefe, a expectativa com as mudanças que aconteceram no período, sem dúvida, é IMENSA.

Tem novidade na boca do túnel, no esquema, na lateral direita, na escalação, além da esperança de novidade também no resultado habitual na casa do adversário de hoje e nesse tipo de gramado.

É EVIDENTE que o ideal seria Mister Jorge ter chegado no início do ano, e usado o Carioca como adaptação, para que já estivesse mais aclimatado nessa fase de jogos decisivos. Mas troca de treinador, no meio do ano, já é filme de Seção da Tarde, para quem torce pelo Flamengo. Há QUANTOS anos isso vem, sistematicamente, acontecendo?

Vai dar certo? Impossível dizer agora! Mas é inegável que, dessa vez, o objetivo foi uma “Prateleira” BEM acima das anteriores. Não estamos apenas efetivando alguém da Base, apostando novamente nos “De Sempre” ou em um Gringo com mais pose do que competência, como aquele colombiano mau caráter.

Mister Jorge vem de um outro centro, mais exigente, mais profissional, mais moderno, mais evoluído que o nosso. Tem MUITO a nos ensinar, bastando, para isso, que nossos jogadores saibam conviver com alguém com seu temperamento (sabidamente difícil) e estejam verdadeiramente dispostos a aprender (evoluir) com ele.

Mas o detalhe que mais tem me chamado a atenção em Mister Jorge, mais até do que os relacionados à sua indiscutível competência profissional é a sua clara demonstração de TESÃO em dirigir o Flamengo. Algo visível em cada aparição sua em treinamentos ou entrevistas.  

Um Tesão traduzido na Energia com a qual comanda os treinamentos, na Intensidade que exige da equipe e na Exigência de marcação no campo inteiro que cobra dos jogadores. E é isso que eu espero ver, a partir de hoje, em TODOS que entrarem em campo com o Manto. Aquele Tesão que me faz ter um carinho todo especial pelo Brocador e nenhum pelo Guerrero. Que me faz ter simpatia pelo Pará (mesmo reconhecendo suas limitações) e já nutrir antipatia (chegando mesmo a torcer que não venha) por esse Felipe Luiz.

Depois de TANTO tempo sem ver nosso time em campo, com mudanças tão significativas em todos os setores e em um jogo decisivo e contra um adversário que é pedra nas nossas chuteiras, é evidente que a ansiedade é GIGANTESCA. Não há como se fazer previsões, até mesmo pela inevitável perda de ritmo das duas equipes com essa parada.

O tempo ainda é muito curto para mudanças significativas, mas acredito que já possamos perceber algumas modificações importantes no posicionamento, na dedicação, na marcação e até na compactação da equipe.

Mas, caso isso não seja possível, que o nosso torcedor entenda que, hoje, é apenas o primeiro passo na direção de um patamar a frente de TODOS os nossos concorrentes do país. Da mesma forma que fomos OS PRIMEIROS a caminhar na direção da Excelência Administrativa na área Financeira (que não venham nos comparar com Agiotas interessados em lavar dinheiro), estamos também sendo Pioneiros na aposta de um método de trabalho de campo do Primeiro Mundo. Os resultados podem não ser imediatos, mas o sucesso do modelo é garantido.

PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!