RAZÃO OU EMOÇÃO?

RAZÃO OU EMOÇÃO?

Amigos flamenguistas, após a mudança no comando técnico vimos um time mudado, não taticamente falando, mas na postura, um time que continua trocando passes, valorizando a posse de bola, porém com uma movimentação maior e principalmente sendo mais efetivo nas tomadas de decisão ofensiva.

As últimas 3 partidas foram 10 gols marcados, diversas oportunidades criadas, Uribe participando mais de jogadas ofensivas e fazendo gols, um Vitinho que finalmente começa a mostrar a que veio e um time com mais confiança.

O que mudou? Mudou algo que eu sempre defendi, a gestão de pessoas, a gestão de vestiário, a experiência de quem foi jogador e sabe entender a linguagem “boleira” do campo. Dorival é bom técnico, mas não é o gênio, intercala bons e maus trabalhos como qualquer um, basta ver o trabalho que fez no início do ano no São Paulo.

E justamente agora sua experiência dentro de campo o fará ter a decisão mais importante neste pouco tempo de trabalho no Flamengo, o caso de indisciplina do Diego Alves.

A postura dele é reprovável, uma falta de respeito com a diretoria, com a comissão técnica, com seus companheiros, com os goleiros que treinam de perto com ele e com a torcida. Torcida que o abraçou, que fez campanha para a sua contratação e que ainda o defende, mas no momento em que o Flamengo entra em uma reta final de campeonato e ainda brigando pelo título ele que vinha de um período parado, deveria entender a situação, ficar no banco e voltar no sábado na “decisão” contra o Palmeiras.

Não acho que uma rescisão contratual seja a melhor “punição”, até porque somente sai perdendo o clube, uma por ter a questão da multa contratual e outra que pode reforçar um rival no ano que vem.

A melhor decisão é conversar, fazer um pedido de desculpas para o elenco, resolva as diferenças internamente, coloque para treinar e volte ao time por seus méritos, afinal de contas ainda é o melhor goleiro do elenco. Não vamos esquecer que perdemos um título no ano passado por falta de goleiro.

Diego Alves tem exemplos no elenco, Cuéllar que foi banco por um ano de um jogador fraco e nem por isso fez birra, Léo Duarte que nem no banco ficava, Éverton Ribeiro que chegou com status de craque e foi parar no banco, Diego que viajou, torceu, entrou em campo e deu carrinho, correu e fez a jogada do gol do Dourado que amarga um longo tempo no banco e o próprio César, que até treinar em separado treinou no ano passado.

Que a decisão de hoje seja tomada com a razão e não com o coração, se queremos uma gestão profissional a postura de todos os envolvidos seja desta forma. Deixe a emoção apenas para a torcida e para a arquibancada, dentro do clube as decisões serão profissionais, apenas isso.

Saudações Rubro-Negras!!!!

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