SEM DAR CHANCES PARA O AZAR

 SEM DAR CHANCES PARA O AZAR

A vantagem a gente conseguiu, e é significativa, sem dúvida. Mas, em se tratando de Libertadores, não dá para facilitar. Nós, particularmente NÓS, conhecemos MUITO bem o gosto amargo de comemorar antes da hora, de cantar vitória antes do tempo, ou de fazer festa antecipada, não é mesmo? Somos 40 milhões que, em algum momento da vida, já perdemos noites de sono; ficamos com o sistema nervoso em frangalhos, choramos de tristeza, ofendemos alguém, discutimos com amigos; porque desrespeitamos a imprevisibilidade do Futebol e acreditamos que a parada estava resolvida. E, particularmente a Libertadores, foi responsável por grande parte dessas decepções.

O que nos obriga a sermos OS PRIMEIROS a cobrar seriedade MÁXIMA e, principalmente, RESPONSABILIDADE da nossa equipe, nesse confronto de hoje. “Não dar chance ao azar” passa, obrigatoriamente também, por ter equilíbrio emocional bastante para se manter com os 11 em campo, durante os 90 minutos. Algo que, particularmente nesta competição, já perdi a conta das vezes que não tivemos e acabamos pagando um alto preço por isso.

Minha confiança, de que vai ser diferente dessa vez, ganha força com o que tenho percebido ultimamente. Uma equipe mais malandra que as anteriores e, além de extremamente qualificada, com experiência bastante para não se deixar intimidar diante de qualquer tipo de pressão. Flamengo, hoje, mete um e continua correndo atrás pra meter mais, independentemente do local, do adversário, ou da geometria das táticas utilizadas durante as partidas. Sim, “hoJJe” em dia, nós as mudamos durante as partidas.

Em uma coluna passada, eu falava da enorme quantidade de oportunidades que desperdiçávamos e da minha esperança que isso se revertesse. Pois bem, as bolas começaram a entrar e já não estamos sofrendo tantos gols. Mais importante ainda é que, independentemente de quem entra, a forma de jogar da equipe é a mesma, a movimentação constante é a mesma, o toque de bola se mantém. Tudo isso associado a uma marcação fortíssima no campo inteiro.

Chegamos a 90 gols no ano e só em sete partidas saímos em branco, o que me faz supor que, contra uma equipe que precisa sair pro jogo, nossas chances de fazer algum aumentam bastante, dificultando ainda mais a missão do nosso adversário e, quem sabe?, EXORCIZANDO de vez essa MALDITA sina na Libertadores.

A vantagem que fizemos aqui é considerável, sem dúvida, mas ainda falta um pouquinho mais de 90 minutos pra ser definitiva e, como o Nelson Rodrigues parece ter deixado o seu “Sobrenatural de Almeida” aqui no andar de baixo para nos atormentar em Libertadores, prefiro aguardar o apito final, antes de me servir de um 12 anos e ficar esperando pelas resenhas, onde estarão fazendo de tudo para disfarçar o incômodo com a nossa classificação.

A parada é MUITO DURA, apesar da nossa vantagem, e vamos precisar da nossa equipe, além do futebol que temos visto, exercendo todo o equilíbrio e a inteligência que uma partida decisiva na casa do adversário exige. Bola a gente tem mais do que eles e isso não é segredo para ninguém. Basta colocar isso em prática, Finalizar os Gaúchos de hoje e nos prepararmos bem para Finalizar os próximos.

PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!

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