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Aumento das receitas do Flamengo em sua era de ouro nas finanças supera até dólar, bolsa e ouro

O Flamengo conseguiu na última temporada algo inédito: uma receita bruta de R$ 950 milhões. Um recorde em um ano coroado com as conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores, além do título Estadual e do vice no Mundial de Clubes. Mas, mais do que as cifras elevadas, o clube carioca alcançou uma proeza raríssima também no mundo financeiro.

Nem a Bolsa de Valores, a alta do dólar, a grama do quilo do ouro e o índice da inflação conseguiram uma variação tão elevada quanto os flamenguistas apresentaram nos últimos sete anos.

Em dezembro de 2012, o último ano da gestão de Eduardo Bandeira de Mello, justamente o presidente que iniciou a organização financeira do Flamengo, quitando dívidas, ajeitando as arrecadações e organizando o clube, a receita bruta foi de R$ 198,7 milhões.

O número já era expressivo na época. Sete anos depois, o salto para os R$ 950 milhões significa uma variação de 378%.

Para efeito de análise, o índice Bovespa, maior índice acionário da Bolsa de Valores de São Paulo, teve uma variação de 89,73% de 2012 para 2019. Em dezembro de 2012, ele apresentava 62.550 pontos. Já em dezembro do ano passado alcançou 115.645 pontos.

Outros comparativos curiosos: no final de 2012, um dólar equivalia a R$ 2,04. Em dezembro de 2019, um dólar passou a equivaler R$ 4,03. Variação de 97%. Já a grama do ouro valia R$ 110,15, em dezembro de 2012. Sete anos depois passou a valer R$ 195,94. Variação de 78%.

Até mesmo a variação da inflação ficou abaixo dos rendimentos do Flamengo. A variação do INPC, um dos índices oficias de inflação, entre dezembro de 12 e dezembro 19, foi de 48%

A bonança financeira flamenguista foi comemorada e comunicado da diretoria.

“O Flamengo deu o salto que precisava para consolidar o seu planejamento estratégico de ser o maior clube das Américas e um dos maiores clubes do mundo, seja pelo aspecto econômico, seja pelo desportivo”, escreveu o presidente Rodolfo Landim no documento.

“Com as finanças equilibradas, credibilidade institucional no mercado e competência na formação e gestão, criamos o ambiente propício para o desempenho esportivo de alta performance e, consequentemente, para o sentimento de orgulho de ser rubro-negro.”

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O futebol do Flamengo foi responsável por R$ 899,7 milhões do total da receita bruta, sendo a maior fonte de faturamento a venda de atletas. O clube recebeu R$ 299,7 milhões.

Com dinheiro de TV e publicidade, o Flamengo faturou R$ 208,7 milhões. Bilheteria, sócio-torcedor e estádio renderam mais R$ 175,4 milhões ao time, além de R$ 78,8 milhões com patrocínio e publicidade com as principais receitas rubro-negras.

A arrecadação alta permitiu que o Flamengo fechasse o ano com superávit de R$ 62,9 milhões, mesmo com altos investimentos, principalmente, com contratações.

Publicado em www.espn.com.br.