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Bruninho Henrique e Gabigolzinho: dupla mirim faz sucesso imitando atacantes do Flamengo

A sintonia de Gabigol e Bruno Henrique trouxe gols e um ataque fulminante ao Flamengo em 2019. Só que a dupla representa muito mais do que bolas nas redes, eles são sinônimos de idolatria. O sucesso em campo tem refletido nas arquibancadas e sósias surgem com a mesma intensidade que um goleiro não consegue defender um chute certeiro dos jogadores. Os fãs mirins ganharam força e já são reconhecidos como Gabigolzinho e mini Bruno Henrique em jogos e pelas ruas do Rio de Janeiro.

Os pequenos sósias são Emerson Rodrigues, de 5 anos, e Lucas Machado, de 6, amigos e companheiros da categoria Sub-7 de uma escolinha de futebol do Flamengo na Penha Circular, na Zona Norte. Foi em uma das aulas de futebol que a ideia da caracterização surgiu de forma espontânea com Emerson, que já comemorava seus gols como Gabigol: braços erguidos em um ângulo de 90 graus.

— Eu comemoro que nem o Gabigol porque gosto dele. Meu sonho é ser jogador como ele e jogar no Flamengo — diz Gabigolzinho, em tom decidido.

Lucas é mais tímido e ainda se adapta ao mundo dos sósias como o amiguinho. Aliás, a semelhança com Bruno Henrique só foi percebida após o professor Fábio Camarinha comentar com os pais do menino que ele poderia criar uma dupla com Emerson no time mirim.

ES Rio de Janeiro (RJ) 03/12/2019 Dupla Gabigolzinho e mini Bruno Henrique treinando na escolinha do Flamengo na Penha Foto Domingos Peixoto / agência Globo
ES Rio de Janeiro (RJ) 03/12/2019 Dupla Gabigolzinho e mini Bruno Henrique treinando na escolinha do Flamengo na Penha Foto Domingos Peixoto / agência Globo Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

— Antes de o Flamengo ser campeão, eu disse que ele tinha o biotipo do Bruno: magro, cumprido, bem moreno, o cabelo.... Era só colocar uma cor que o caracterizasse e deu certo — diz Fábio.

Nas aulas de futebol, até mesmo o professor já os chama pelos novos apelidos, e os dois respondem como se fossem realmente os ídolos.

Ser sósia do Gabigol não é tão fácil quanto parece. O pai de Emerson, o comerciante Wallace Rodrigues, leva cerca de 40 minutos para pintar o cabelo do filho com tinta amarela e desenhar a barba do atacante. Tudo feito com tinta guache para não agredir a pele do menino. Para preservar o bigode e a barba intactos, o garoto carrega um canudo para beber água e refrigerante, assim, a caracterização permanece igual.

— Ele já reclamou que a cor não é igual, mas não vou pintar de verdade. Mas acho importante que ele tem um jogador dessa geração que o inspira. Ele e outras crianças — diz a mãe, Kezia.

O sucesso de Gabigolzinho chegou até a Pré-Escola I, quando uma das coleguinhas já se denomina a “namorada do Gabigolzinho”.

— A Valentina diz que é a “Gabigirl” (risos). A gente se diverte com a brincadeira — conta Kezia.

A idolatria pelo camisa 9 é tão grande que Emerson tem quatro copos do ídolo e já pediu que o seu quarto seja pintado com de Flamengo. Ele já conhece o craque, fez fotos e ganhou até a camisa de aquecimento. Agora só tem um sonho: que Gabigol fique no Fla e ele possa entrar com o ídolo em campo.

Publicado em extra.globo.com.