Fabio Monken: “Estamos trocando o acaso pela constância!”

Fabio Monken: “Estamos trocando o acaso pela constância!”

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

Constância! É isso que todos nós, rubro-negros, queremos há muito tempo. Chega de ganharmos títulos ao acaso, quando necessitamos que o mundo conspire a favor para que eles aconteçam. O que nós almejamos, realmente, é ganhar títulos reiteradamente.

E acredito que o clube esteja no caminho certo para que isso, de fato, ocorra. Explico. Desde 2013, quando houve uma guinada extraordinária na linha de pensamento dentro do Clube de Regatas do Flamengo, estamos saneando as finanças, restruturando patrimônio, enfim, colocando a casa em ordem.

Podemos elencar várias ações que corroboram essa reformulação, ações essas que todos nós já sabemos de cor. O que devemos ressaltar é o planejamento técnico, principalmente desta gestão, com ressalvas à péssima escolha em relação ao perfil de treinador no início do ano, o que fez com que perdêssemos seis preciosos meses de trabalho.

Ao trazermos um treinador europeu, de competência atestada internacionalmente, demos outra guinada, desta vez na parte de planejamento de futebol, que estava aquém de nossas possibilidades. Resumindo, corrigimos o erro crasso cometido anteriormente.

Costumo frisar que a quebra de paradigmas é verificada na medida em que percebemos a mudança de atitude de todos, e é exatamente isso o que vem ocorrendo no futebol do Mengão. Treinamento diferenciado, vontade de ganhar como há muito não é vista e, o principal, um técnico realmente capaz de enxergar o jogo dentro e fora das quatro linhas.

Todo jogo começa a ser vencido muito antes da bola rolar. Os treinamentos são fundamentais para que o time execute à perfeição o que foi proposto ao longo da semana. E é exatamente isso que temos observado no futebol do clube após a chegada de Jorge Jesus.

Concomitante a isso, acredito piamente que, agora sim, temos um treinador com a competência necessária para nos levar a títulos constantes. O portuga enxerga o jogo como poucos. Muda taticamente o time durante a partida sem fazer substituições e alterna o time de acordo com o adversário a ser enfrentado. Isso é raríssimo em terras “brasilis”.

Dito isso, estou confiante. Como sempre observa e pondera o meu grande amigo Fabrício Chicca, (salve, Kiwi!) querido confrade da TV Coluna do Fla, essa mudança de pensamento do jogo proposta pelo JJ demanda tempo para que os atletas a assimilem.

Com nosso elenco cada vez mais recheados de jogadores advindos da Europa a tendência é que esse pensamento seja absorvido mais orgânica e rapidamente. Acredito que em meados de setembro e início de outubro já estejamos jogando o fino. Mas uma renovação de contrato com Jesus será preponderante para que os frutos possam ser colhidos de forma contumaz.

O parâmetro que utilizo para afirmar com tranquilidade de que estamos no caminho certo são as declarações da mídia anti e, principalmente, as barbáries proferidas pelo “clube do vinho”. Os enólogos não têm capacidade de enxergar além da curva, isso é fato, e temos observado cada vez mais de perto que o corporativismo levou o futebol brasileiro ao deserto tático que se encontra desde o início deste século. Aliado a isso, as declarações do Mister nas entrevistas coletivas nos dão a certeza peremptória da noção que o português tem do que é trabalhar a frente do maior clube da América Latina.

Para que esse cenário, taticamente pobre, nacionalmente, se altere, devemos buscar outros caminhos. Os brasileiros têm condições de mudar esse quadro, mas isso leva tempo e, principalmente, demanda trabalho árduo, com esforços concentrados e conjuntos, coisa que não se observa por aqui, nem por parte das federações e muito menos pelos técnicos nacionais, ressalvando-se um ínfima minoria que pode ser contada nos dedos de uma mão.

Quanto ao Mengão, tenho plena certeza de que triunfaremos num breve período. Podem me cobrar! Em relação à constante troca de treinadores com alguns reveses sofridos sou totalmente contra, principalmente por acreditar no trabalho do português e, ainda, por sermos o time com o menor tempo de “vida” dos técnicos no cenário nacional. Se isso realmente funcionasse, seríamos multi-campeões.

É isso, caríssimos leitores. O céu não é o limite, é apenas o início dos triunfos. Saneados financeiramente, com mentalidade esportiva profissional, madura e trabalhando com técnicos competentes em médio e longo prazo, certamente seremos o time a ser batido em pouquíssimo tempo.

Alô patrimônio! Reforcem as prateleiras! Aumentem a sala de troféus! Vai faltar espaço, hein? Quem avisa, amigo é! Estamos presenciando o início de uma era vencedora como nunca vista no Flamengo. Quem viver, verá! Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!
Saudações rubro-negras a todos!

Fabio Monken
Twitter: @fabio_monken

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