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Grafite diz que altitude não é "bicho de sete cabeças" para o Flamengo; Rezende projeta Pedro ...

O Flamengo inicia nesta quarta-feira às 22h30 (de Brasília) a busca por seu segundo título na temporada. No Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, no Equador, faz a primeira partida da Recopa Sul-Americana, que envolve o Rubro-Negro, campeão da Libertadores, e o Independiente del Valle, que venceu a última Sul-Americana.

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O primeiro duelo se dá na altitude (2.850 metros acima do nível do mar) de Quito, e o comentarista Grafite, com disputas de competições continentais no currículo, ressaltou durante o Troca de Passes desta terça-feira que jogar nessas condições não é simples, porém está longe de representar um problema para o campeão brasileiro e da Libertadores.

- Já tive com o Athletico-PR e com o São Paulo em 2004, em La Paz. É difícil, é complicado, não é fácil jogar na altitude. É difícil manter o nível de intensidade que o Flamengo tem hoje jogando no futebol brasileiro. Vai ter um pouco de dificuldade, mas não é um bicho de sete cabeças. Alguns jogadores sentem bastante, outros nem tanto. Eu não senti nada. Tinham alguns tubos de oxigênio quando joguei lá com o São Paulo, a rapaziada pegando um arzinho diferente no intervalo, mas não é bicho de sete cabeças, não.

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Raphael Rezende, pautado em entrevista do uruguaio Arrascaeta, afirmou que o Flamengo não mudará seu estilo de jogar em alta intensidade. Destacou, porém, que deficiências físicas provavelmente serão apresentados em função de o time estar iniciando a temporada.

- Difícil fazer que o Flamengo modifique sua forma de atuar. Pelo início de temporada e por pegar um adversário que tem um trabalho de continuidade, o Flamengo pode ter dificuldade. Mas passa muito mais pela questão de não ter a plenitude física no início do ano. Isso pode significar um peso maior no rendimento. Time idêntico ao do ano passado, com uma ou duas baixas. Falamos do Gabigol por suspensão e do Léo Pereira por lesão. É um time muito forte e com um jeito de jogar muito natural, interiorizado e solidificado com os jogadores.

- Acho que o modelo vai ser mantido, mas é óbvio que há uma perda pelo que representa o princípio da temporada nessa questão do desgaste físico.

Questionado sobre o começo de Pedro no Flamengo, com dois gols e um assistência em 36 minutos jogados, Rezende aposta que o centroavante pode se tornar titular na sequência da temporada. Independentemente de Gabigol sair ou não.

- Acho que, muito pelo gosto do Jesus, se o Pedro tiver em igualdade de condições físicas e técnicas no nível do time principal, o Jesus vai começar a coçar a cabeça e encontrar um jeito de encaixar o Pedro no time titular. É do gosto dele ter um 9 de área, de presença física e de definição em uma bola só. Gabigol é ótimo, sabe fazer gols, mas tem outras características.

Publicado em globoesporte.globo.com.