Jorge Jesus revela que ainda busca capitão no Flamengo que ‘transmita a ideia do que tem que ser em campo’

Jorge Jesus revela que ainda busca capitão no Flamengo que ‘transmita a ideia do que tem que ser em campo’

Há quase dois meses no Flamengo, Jorge Jesus continua se ambientando ao Brasil e vai, aos poucos, incutindo no time sua forma de pensar e jogar futebol. Em entrevista exclusiva ao perfil da Libertadores nas redes sociais, o treinador português revelou que ainda não encontrou um jogador para exercer a liderança, em campo, da mesma forma que ele fazia quando atuava, mas que segue em busca de identificar líderes no elenco que possam desenvolver a função como ele gosta:

Ainda não tenho, mas normalmente em minhas equipes eu tenho… Normalmente é o capitão, que é a cara da minha equipe, que transmite aos jogadores a ideia do que tem de ser, a do treinador, estou habituado a ter capitães muito fortes, do ponto de vista de liderança do grupo. Às vezes tem capitão da equipe que é jogar a moeda para o alto e escolher o campo onde joga. Isso para mim não é capitão. Para mim exige muita coisa, e ainda não encontrei esse jogador que possa fazer isso dentro de campo. O Diego era um jogador que pensei que poderia fazer, jogador de personalidade muito grande, um líder, um bom profissional, esteve na Europa, conhece uma mentalidade de trabalho um pouco diferente, era para ele que eu estava apontando as minhas baterias. Mas, infelizmente, com a lesão dele, tenho de procurar outro.

O ‘Mister’ relembrou seus tempos de jogador quando, já no final da carreira, o técnico de uma equipe adversária o convidou para iniciar sua trajetória de treinador. Um episódio curioso, mas que foi marcante para que ele desse o pontapé inicial à beira dos gramados:

Eu, quando jogava, já me preocupava muito com o que uma equipe fazia, o que eu poderia fazer, já pensava muito no futuro, como técnico. Começo a ser treinador com uma situação muito curiosa. No meu fim de carreira, a equipe por qual eu jogava, da terceira divisão, aos 36 anos, jogava contra o Amora. Quando acabou o jogo, o presidente do Amora veio falar comigo e me perguntou se eu queria ser treinador. Treinador? Sou jogador, como quer que eu seja treinador? Ele disse: “Eu estava no banco e percebi que o treinador era você, pelo que você falava com os jogadores”. Assim, aceito o convite e começo a ser treinador.

Em um elenco recheado de jogadores experientes e com passagens pelo futebol internacional, como Rafinha, Filipe Luís, Everton Ribeiro, Diego Alves e o próprio Diego, entre outros, Jorge Jesus segue em busca do jogador que o representará da melhor forma dentro de campo, com capacidade para fazer a leitura correta das partidas e transmitir as ideias da comissão técnica.

E aí, torcedor? Quem você acha que deve ser o capitão do Flamengo de Jorge Jesus? Deixe seu comentário!