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Mauro Cezar reconhece streaming como futuro, mas pondera: “Para alcançar a massa, a TV ainda é fundamental”

Desde o início da temporada, o Flamengo travou uma queda de braço com a Rede Globo. O Rubro-Negro  não fechou acordo com a emissora detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Carioca. Durante a Taça Guanabara, as partes fizeram um acordo e a partida contra a Portuguesa foi transmitida pela FlaTV e pelo GloboEsporte.com. Com isso, o Flamengo, em 2020, não teve um jogo do Estadual transmitido em TV aberta.  Em texto divulgado em seu blog no UOL, Mauro Cezar Pereira, pontuou a necessidade da transmissão pela televisão. 

– Os rubro-negros se espalham por todas as classes sociais e estão em cada canto do país. Para alcançar a massa, a televisão ainda é ferramenta fundamental. É por meio dela, principalmente, que Real Madrid e Barcelona paralisam o planeta quando se enfrentam e os ricos times ingleses invadem continentes há décadas com a Premier League. Nenhum deles se limita a transmissões pela web. Até porque isso significaria rasgar dinheiro.

Na sequência, o jornalista reconheceu o espaço do streaming e garantiu que o mundo vive um processo de transição. Além disso, Mauro Cezar aponta a exigência de que haja um meio termo entre as transmissões, podendo acontecer de forma paralela entre o streaming e a televisão.

– A tecnologia de streaming existe desde os anos 1990 e sempre esbarrou na falta de banda larga dos usuários, obstáculo que diminui a cada ano, mas persiste. Óbvio, ganha terreno, mercado, como mostram Netflix e Amazon Prime. Mas apesar do crescimento de tais serviços, filmes e séries ainda são exibidos na televisão. Estamos diante de uma transição, ou seja, o caminho para a mudança da televisão convencional ao computador (sim, Smart TVs integram tal grupo) não foi completamente percorrido por enquanto – e completou:

– O Flamengo, como todos os clubes no futebol pelo mundo, ainda não poderá abrir mão da televisão como meio para alcançar o público, satisfazer patrocinadores e faturar. E mesmo nesse imbróglio com a Globo, sabe que na competição mais rentável, seguirá tendo os cofres (bem) abastecidos por ela, afinal, o contrato entre as partes pelo Brasileirão vai até 2024.

Publicado em colunadofla.com.