Os membros do Conselho de Administração do Flamengo aprovaram, na última sexta-feira e via e-mail, uma nova linha de crédito de R$ 40 milhões junto ao Banco Santander. O vínculo, válido agora até setembro, tem a intenção de manter o fluxo de caixa durante a pandemia do novo coronavírus.

Esse movimento não é novidade. No mês de abril, o rubro-negro já havia buscado um empréstimo neste valor. A avaliação era de que o montante daria tranquilidade para o clube calcular os impactos que a pandemia traria sobre as finanças. A manobra é considerada normal.  

Além da ausência de jogos, que trouxe problemas para bilheteria e sócio-torcedor, o rubro-negro viu a Adidas, fornecedora de material esportivo do clube, atrasar uma das parcelas semestrais que devia por contrato.

O Azeite Royal, empresa que tinha patrocínio no calção do uniforme rubro-negro, pediu a rescisão unilateral do contrato.

O blog Dinheiro FC, do GLOBO, revelou que o Flamengo publicou em seu balanço financeiro de 2019  uma projeção a respeito das finanças do clube diante da pandemia do novo coronavírus. Na visão da diretoria rubro-negra, os impactos são "absorvíveis".

"Em relação à pandemia do COVID 19 que se alastrou pelo mundo e começou a impactar a região em meados de março, a Administração do CRF fez um teste de stress usando as informações disponíveis e projetando um cenário de interrupção de jogos por até 3 meses. A conclusão é de que os impactos financeiros são absorvíveis e não representam risco de continuidade nas operações.

Acredita-se que a situação é transitória e que as receitas do clube, com exceção de bilheteria não sofrerão alterações significativas neste período, podendo ser compensados ainda ao longo do ano", diz a publicação.

Em 2019, o Flamengo atingiu R$ 950 milhões de receita bruta. O número final é maior do que o estimado pelo clube no relatório de gestão, documento publicado antes da auditoria.