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A VEZ DO FREGUÊS
20 de abril de 2022 às 08:35h
Por Ricardo Perez
A VEZ DO FREGUÊS

A prorrogação tinha acabado de começar. O empate no tempo normal havia sido conseguido, apesar da IMENSA disparidade física já demonstrada durante a partida, e, claro, graças a DIFERENCIADA qualidade do nosso elenco.
Se faltavam pernas, o talento, mais uma vez, fazia a diferença.
- Será que vai ser de virada, como em 19?

Se não for, tudo bem! Vamos para os pênaltis, cheios de confiança, com nosso especialista no assunto.

 

Só que aí, resolve entrar em campo o imponderável.
Quer dizer, Imponderável porra nenhuma!
Na realidade, o que aconteceu foi um puta CASTIGO!

Nem mesmo a ótima saída de gol, quando Diego Alves QUASE consegue nos salvar com seu tornozelo, foi capaz de impedir o início da configuração da tragédia.

 

O time lutou pra cacete, com as pernas que lhe sobravam, tentou, tentou, mas ... Não era dia!
A verdade é que acabamos pagando à vista, e com juros altos, por uma longa freguesia que ainda mantemos sobre eles até hoje. Sim, no tempo normal, eles continuam sem nos vencer desde 2017.

Honestamente, naquele momento, não saberia definir meu sentimento. Se era de raiva, pena, tristeza, ou todas essas respostas anteriores.

 

Mas, no minuto seguinte, o que me dominava mesmo era o sentimento de revolta. Revolta com a festa que torcedores adversários faziam pelas ruas no Rio de Janeiro, mesmo sem estarem envolvidos naquela decisão. Pura inveja, despeito, mediocridade.

 

Perder uma final de Libertadores, para um rival brasileiro, paulista, e time do coração de grande parte dos comentaristas das resenhas de TV foi, sem dúvida, a MAIOR decepção esportiva da minha vida. Nem mesmo assistir o pênalti perdido por Zico em 86 me abalou tanto.

 

Pois é exatamente este o nosso adversário de hoje à noite. O time mais badalado da atualidade.
Hoje, quando analistas esportivos se referem aos “Três Diferenciados” do país, a dúvida sobre o Nº1 fica restrita ao Bi da Libertadores e ao Campeão do Brasileiro e da Copa do Brasil do ano passado. Nós, com tantos vices consecutivos, já somos tratados como a 3ª força.  

 

Pois eles que achem o que bem entenderem.
Tenho absoluta convicção que nosso elenco possui um material humano MUITO acima dos demais e que, bem treinado, tem tudo para vencer as principais competições do país.
Vai ser com o Paulo Souza? Não sei, pode ser!

Ele parece estar ouvindo mais nossos jogadores, se afastando um pouco do radicalismo de suas convicções iniciais e com isso nos reaproximando de um formato vencedor.

 

E hoje pode ser um divisor de águas nesse sentido. Uma vitória convincente hoje, diante de um Maraca LOTADO só com rubronegros (OBRIGADO DIRETORIA), pode restabelecer a confiança do elenco no treinador, da torcida no elenco e restabelecer a realidade na escala das principais forças daqui.

 

Não que uma vitória agora vá aplacar a decepção daquele dia. Isso NUNCA vai ser apagado. Mas, vai demonstrar que aquilo foi apenas um acidente de percurso.
Sendo assim ...


PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!

 

Escrito por Ricardo Perez

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