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PARA ENTRAR NA HISTÓRIA
24 de novembro de 2021 às 10:59h
Por Ricardo Perez
PARA ENTRAR NA HISTÓRIA

Como vencemos a Libertadores há apenas dois anos, e já estamos em outra final, acredito que existam torcedores nossos mais jovens em cuja imaginação essa competição não seria nada além de “Um Brasileirão Enxertado com uns Gringos”, ignorando o fato dela estar BEM distante disso.

Durante MUITOS anos se dava menos importância a ela até do que aos Estaduais. Esse desinteresse afastava patrocinadores, gerando uma competição restrita aos demais países sulamericanos, com seus clubes enfileirando conquistas e deixando os brasileiros de fora de seu histórico.

Com o tempo, esse quadro foi se modificando, a competição se organizando e, consequentemente, os tais patrocinadores aparecendo, e despertando o interesse dos clubes daqui. Foi só aí que percebemos as outras ENORMES dificuldades que enfrentaríamos. Jogos em altitudes desumanas? Isso era “apenas” mais um detalhe.

Seja com arbitragens manipuladas, acintosamente coniventes com a violência dos adversários e deixando muito clara sua intenção de afastar clubes brasileiros de sua disputa, só mesmo um Flamengo de Zico seria capaz de conquistá-la, décadas após o Santos de Pelé, na longínqua década de 60.

O que vemos, hoje em dia, é um cenário absolutamente diferente. A Libertadores acabou se transformando na “Champions das Américas”. A transmissão de jogos ao vivo passou a dificultar as tais Arbitragens Dirigidas e o surgimento do VAR tornou ainda mais difícil (não impossível) a manipulação dos resultados.

Isso motivou a entrada de patrocinadores fortes, possibilitando uma remuneração bastante significativa para seus participantes, especialmente para quem vai ultrapassando suas etapas. O que fez nossos clubes sonharem com a simples participação nela, esquecendo os Estaduais, pela visibilidade (inclusive Internacional) que ela traz.

Pois bem, é exatamente dessa “Vênus Platinada Sulamericana” que chegamos à final. De Patinho Feio dela – com estigma de Pote 3, que costumava não passar da Fase de Grupos ou das Oitavas – hoje em dia somos do Pote 1.
E MUITO Pote 1 MESMO !!!

Nosso adversário também o é, sem dúvida. Por sinal, é o atual Campeão. E DAÍ ???
Alguém imaginou que em uma Final de Libertadores iríamos pegar alguma “Molezinha”? Claro que não, né? Vai ser uma PEDREIRA!
Mas uma Pedreira que temos escalado com bastante frequência, a ponto de muitos de seus próprios torcedores reconhecerem sua “freguesia”.

Tudo bem, isso realmente não é garantia de NADA. É jogo único, jogo GRANDE, e TUDO pode acontecer. Agora, não esperem que eu venha para cá ser hipócrita, a ponto de não reconhecer nosso favoritismo. E isso não tem NADA a ver com o histórico de confrontos recentes. Somos favoritos, SIM, porque nosso time É BOM PRA CACETE. Muito, mas MUITO MESMO, melhor do que o deles.  

E, por favor, não me venham falar de Renato. Não é hora para isso. Vocês preferiam o Mister? Eu também, mas Renato é o que temos para o momento e é inteligente o bastante para simplesmente NÃO ATRAPALHAR um time titular que é absolutamente entrosado, experiente, vencedor, consciente da sua força e do que representa essa conquista para nós.

O treinador deles diz que já tem um sistema para nos enfrentar? Acho ótimo que ele pense assim. Mas O ÚNICO sistema que está me preocupando de verdade é o MEU sistema nervoso, que vem me tirando sono e apetite, pela ansiedade do início dessa partida.

Sim, claro, é uma Final de Libertadores e estamos todos nervosos, ansiosos, tensos, preocupados. Mas uma coisa eu posso lhes afirmar, sem medo de errar: se nós estamos assim, podem apostar, eles estão MUITO MAIS. Não somos o time MAIS FORTE das Américas HÁ TRÊS ANOS por acaso e eles sabem disso.

Sábado é dia desse time FANTÁSTICO que possuímos ser TRI Campeão da Libertadores, fazer história e não tenho A MENOR dúvida que eles vão entrar em campo e FAZER.
Portanto, mais do que NUNCA ...


PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!

Escrito por Ricardo Perez

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