Copa Libertadores

Iago, zagueiro-artilheiro e ‘campeão de tudo’, fala sobre continência nas comemorações e compartilha seu sonho

Todo atleta almeja atuar no profissional dos clubes em que joga. Isso deixamos a cargo da comissão técnica. Nos esforçamos para estarmos sempre prontos para, quando a oportunidade surgir, desempenharmos bem e aproveitá-la — afirmou Iago, antes de discorrer sobre a origem de sua comemoração.

Sempre que marco um gol, realizo a comemoração. Por ser conhecido como ‘xerife’, a equipe me chama assim, tanto aqui (no Flamengo) quanto na Seleção, onde os garotos me apelidaram dessa forma. Entretanto, não é nada demais. Sempre fui bastante incisivo na bola aérea ofensiva. Recentemente, venho treinando muito pênaltis e faltas, e a partir de então, comecei a ter um bom desempenho nessas situações — acrescentou.

O Flamengo fará sua estreia, neste sábado (01), na Copa Libertadores Sub-20, em busca do bicampeonato da competição. Em 2024, Iago foi o capitão da equipe campeã e artilheiro, com quatro gols. No entanto, o zagueiro não participará da estreia contra o Olimpia (PAR), que ocorrerá às 19h (horário de Brasília).

Isso se deve ao fato de que, como Danilo será poupado pelo técnico Filipe Luís, o elenco principal precisará de Iago como opção, caso Léo Ortiz e Léo Pereira enfrentem algum problema. Assim sendo, ele ficará como reserva diante do Vasco, também no sábado (01), a partir das 17h45 (horário de Brasília), no Engenhão.

Dessa forma, confira, a seguir, outras declarações de Iago. Afinal, o zagueiro comentou sobre o início de sua carreira, sua formação no futsal e detalhou quais são os títulos mais significativos. Além disso, o defensor mencionou que ‘joga sempre’ em homenagem ao amigo Arthur Vinicius, que foi vítima do incêndio no Ninho do Urubu, em 2019.

Iniciei no futsal, em Volta Redonda, na escolinha do Sesi. Fui me desenvolvendo e, com o passar dos anos, migrei para o futebol de campo em uma escolinha que havia em Volta Redonda também. Cheguei ao clube do Volta Redonda e, com 13 para 14 anos, jogando no Sub-15, vim para o Flamengo. Cheguei aqui em 2019, no Sub-14, e estou aqui graças a Deus.

Por ter começado muito cedo, acredito que isso foi fundamental para mim. O apoio dos meus pais também foi crucial. Isso me qualificou para, atualmente, estar bem no futebol de campo, possuindo recursos que o futsal proporciona.

Da escolinha de futsal em Volta Redonda, destaco Noga, que passou por lá, Guilherme Quintino, que chegou a jogar aqui no Flamengo, e João Fernando, que foi goleiro do clube. Filipinho, que jogou aqui e estava no Avaí até pouco tempo, também é um exemplo. Em Volta Redonda, há muitos jogadores que se destacaram na carreira do futebol.

A campanha foi bastante desafiadora. Em boa parte dos jogos, começávamos perdendo, mas ao longo da partida conseguíamos equilibrar, empatar e virar o jogo. Tivemos que competir intensamente, pois é um campeonato repleto de confrontos e competitividade. Este ano, ter a oportunidade de jogar novamente e defender o título é algo que sabemos ser de grande importância, e estamos trabalhando para estarmos no melhor nível possível para buscar o troféu novamente.

Não é comum conseguirmos marcar 2 gols em uma partida, especialmente em uma semifinal de Libertadores (contra o Rosario Central-ARG). Consegui fazer 2 gols com o auxílio dos meus companheiros, levando o Flamengo à final, o que foi extremamente significativo para mim. Isso ficará sempre gravado em minha memória.

Sempre fui bastante agressivo na bola aérea ofensiva. Recentemente, intensifiquei os treinos de pênaltis e faltas, e desde então, meu aproveitamento nessas situações melhorou sensivelmente.

Quando soubemos que jogaríamos no Maracanã, foi um momento de grande alegria. Não é todo dia que se tem a chance de jogar no Maracanã, especialmente em uma final de Mundial. Sabíamos que o estádio estaria lotado, e tenho certeza de que foi um momento muito marcante e importante para a carreira de cada um dos jovens.

Na Libertadores, foi assim também. Sempre fomos um grupo muito resiliente; começamos fazendo um bom jogo e, no segundo tempo, tomamos um gol, mas mantivemos o foco. Quando sofremos o gol, a torcida inflamou o estádio, e tenho certeza de que isso nos deu um impulso extra. Graças a Deus, no final do jogo, conseguimos empatar e virar para conquistar o título do Mundial.

Nesse jogo, levei minha família, todos foram ao Maracanã: meus pais, minha irmã, meu irmão, minha avó, meu avô e a maioria dos meus tios. Consegui encontrá-los após o jogo, dentro de campo. Quando voltamos para casa, paramos para refletir sobre o que foi realizado e conquistado. Pensamos apenas na alegria que isso traz e, com um trabalho bem feito, conseguimos alcançar grandes conquistas.

Acredito que competir é essencial. No futebol, se você não compete, não consegue alcançar um alto nível. Na Libertadores e no Mundial, se não tivéssemos competido da forma que o fizemos, não teríamos conquistado. Tenho certeza disso, pois na Libertadores e no Mundial, muitos jogos começamos perdendo e depois conseguimos reverter. No Mundial, foi semelhante. Precisamos competir e nos esforçar muito para conquistar os títulos.

Fizemos uma preparação muito eficaz. Fomos muito confiantes para o Sul-Americano. Infelizmente, no primeiro jogo, perdemos por 6×0, mas a partir desse momento, tivemos que nos superar, mantendo uma mentalidade positiva. No segundo jogo, tive a oportunidade de começar como titular, agarrei essa chance e desempenhei bem durante a competição, e no final, saí com mais um título, graças a Deus.

Sempre há um clima de descontração. Os garotos brincaram após o jogo, dizendo que eu fui campeão de tudo no Sub-20 e tal, mas a relação entre nós e a comissão sempre foi boa, como de pai para filho. Porém, deixamos as brincadeiras para momentos apropriados e, no trabalho, focamos mais.

Acredito que o TOP-3 não varia muito, certo? Mundial, Libertadores e Sul-Americana. São competições muito difíceis e tivemos grandes momentos que marcaram a história.

Ah, foi tranquilo. Mantivemos contato na base. Ele conseguiu nos passar bastante conhecimento sobre futebol, além de muitas instruções. Assim que ele foi para o profissional, já compreendíamos seu método de trabalho. Isso foi tranquilo. Às vezes, treinamos com os jogadores do profissional, o que nos ajuda a nos acostumar com o estilo de jogo dele.

Sempre buscamos adquirir o máximo de informações possíveis sobre os zagueiros que estão no time principal. Eu, particularmente, busco muito o Léo Ortiz e o Léo Pereira. Agora, o Danilo também. Tive a oportunidade de conversar com ele na Seleção, e ele nos enviou um vídeo. Agora, no profissional, treinando com ele, consigo obter muitas informações.

Todo jogador sonha em jogar no profissional dos clubes em que atua. Isso deixamos para a comissão técnica. Nos esforçamos para estarmos sempre prontos para, quando a oportunidade surgir, desempenharmos bem e aproveitá-la.

Assim que soube que seria convocado, fiquei muito feliz e animado. Desejava muito estar com a Seleção, pois é uma oportunidade única. Se essa chance passasse, eu nunca mais jogaria um Sul-Americano Sub-20. Queria muito. Quanto à liberação, não sei como funciona, mas da minha parte, fiquei bastante animado e contente.

Sempre buscarei estar preparado, tanto para o Sub-20 quanto para o profissional. Sim, sonho em jogar pelo profissional do Flamengo; quero muito, mas isso sempre dependerá do nosso desempenho em campo. Sempre trabalharemos para estarmos preparados e desempenharmos bem.

Foi uma experiência muito boa, mesmo eu sendo ainda jovem. Acredito que tinha 15 ou 16 anos. Foi minha primeira experiência nesse tipo de situação. O documentário que gravaram em minha casa, mostrando minha rotina de ir para o clube, foi uma experiência interessante que levarei para a vida.

Sempre que marco um gol, realizo a comemoração. Por ser conhecido como ‘xerife’, a equipe me chama assim, tanto aqui quanto na Seleção, e os garotos me apelidaram dessa forma. Mas não é nada demais.

Sempre admirei bastante o Thiago Silva. Buscava sempre as informações que ele passava em campo e tentava reproduzir suas ações.

Era como um irmão para mim. Tenho certeza de que, desde o momento em que ele foi para junto de Deus, jogarei sempre por ele. O que estou vivendo era um sonho dele também. Ele estará sempre em meu coração.

Estamos realizando uma preparação muito boa com o Cleber e a comissão. De nós, jogadores, podem esperar muita competitividade, assim como foi na Libertadores passada; sempre buscaremos a vitória. De mim, podem esperar uma grande competitividade; sou uma pessoa que não gosta de perder. É isso. Que a Nação possa nos apoiar e nos dar força para voltarmos com mais um título. Na Libertadores passada, apenas algumas mudanças ocorreram na equipe que jogará, então espero contar com todos que estiveram conosco para conquistarmos novamente esse título.

O futebol atual é bastante moderno. Existem muitos times que preferem manter a posse de bola. Portanto, todos os jogadores precisam saber jogar com a bola no pé. Um zagueiro que sabe sair jogando e consegue escapar da pressão se destaca. Se o zagueiro possui essa habilidade, certamente alcançará um alto nível.

Sou uma pessoa bastante competitiva, tenho uma boa imposição física e sou um líder também. Minha habilidade na bola aérea é muito boa, e possuo uma boa visão de jogo e comunicação. Acredito que isso tem me ajudado bastante nos últimos anos.

Publicado em colunadofla.com

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Redação Flamengo RJ

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