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Marcos Vinicius: “Eu acredito no título, apesar do Renato”

24 de novembro de 2021 às 20:12h
Marcos Vinicius: “Eu acredito no título, apesar do Renato”

“Grandes clubes, há vários; diferenciado, apenas um. O espírito em sincronia de uma multidão dá a estas cores a dimensão diferente que ela tem. O povo, rico ou pobre, preto ou branco, religioso ou ateu, carioca ou não, dá vida própria a estas cores. Dá-lhe alma. Dá-lhe espírito”, afirmou Ruy Castro em sua obra O Vermelho e o Negro.

Era 20 de novembro de 1981, no Estádio Nacional de Santiago, no Chile, quando saiu o gol do Cobreloa aos 39 minutos do segundo tempo. Abracei meu tio, o Baiano, para não ver. Noite triste para mim, que garoto de 7 para 8 anos, vi alguns jogos daquela campanha do time de Zico & Cia. em Nova Friburgo, onde nasci e costumava passar férias escolares.

Três dias depois, o Galinho de Quintino por duas vezes garantiu em Montevidéu, o título.

Todavia, Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico, formaram por 38 anos uma fábula tão bem contada para minha infância como se fossem livros.

No entanto, em 2019, ou seja, 38 anos depois, aquele menino, então com 45, se transformou em um artista plástico, jornalista, marido de Raquel e pai de Gabrielle – enquanto o Baiano, 58, foi pai de Maicon (falecido esse ano em 2021), avô de Manoela e mora em São Gonçalo com a minha mãe Nelcina (irmã dele), e o Flamengo…

Ah, o Flamengo… a equipe carioca que teve um ano ma-ra-vi-lho-so de 2019, com Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson, Everton Ribeiro e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabriel Barbosa.

O time que igualou o Santos de Pelé, levando o Campeonato Brasileiro (naquela época, o torneio nacional era chamado de Taça Brasil) e Libertadores no mesmo ano. Faltou o Mundial.

Passados 38 anos, muitas coisas mudaram e o Mais Querido foi rejuvenecido e apesar de ter passado quase quatro décadas, o tempo foi um santo remédio para todo torcedor que esperar mais tarde gritar: “éééééééé campeeeãããããoooo!!!

E foi.

Neste sábado (27), assim, a Nação Rubro-Negra aguarda ansiosamente para tentar o tricampeonato da Libertadores.

Eu e meu tio Baiano, não acreditamos nesse Renato Gaúcho.

Vai ser complicado enfrentar dois adversários dificílimos: o Palmeiras, que dentro de campo requer atenção, e o frasista “A gente joga a cada três dias”, “Cada jogo é uma decisão para o Flamengo”, “Quem muito quer, pouco tem”, que com suas invencionices, não consiga tornar o sonho do tri em pesadelo.

Que seja o que Deus quiser. Mas se Ele não quiser, que percamos jogando bola e de cabeça erguida. Diferente do que tem sido nesse Brasileirão de 2021, com atuações vergonhosas comandadas por Renato Gaúcho.

A mim e a meu tio, nos restam apenas a certeza de que 1981 e 2019 foram maravilhosos e difíceis de serem esquecidos.

O Flamengo de 2021… ora, bolas, vamos para o jogo”.

Publicado em colunadofla.com