O Flamengo dá início à sua trajetória na Copa Libertadores enfrentando o Deportivo Táchira, um clube venezuelano com um histórico significativo no torneio continental, em uma partida que promete trazer desafios tanto dentro quanto fora de campo.
O Deportivo Táchira é um dos clubes mais tradicionais da Venezuela, ostentando 11 títulos nacionais, apenas um a menos que seu arquirrival, o Caracas. Nos últimos cinco anos, a equipe se firmou como uma das principais forças do país ao conquistar quatro campeonatos, reafirmando sua dominância no futebol local.
Com 24 participações na Copa Libertadores, o Deportivo Táchira é o clube venezuelano com o maior número de aparições no torneio. Sua melhor campanha ocorreu em 2004, quando alcançou as quartas de final. Apesar disso, o desempenho em edições recentes não tem sido notável, o que pode beneficiar o Flamengo neste confronto.
Nesta temporada, o Deportivo Táchira luta pelo título do Torneio Apertura da Venezuela, ocupando a segunda posição e empatado em pontos com outras três equipes. Entre os principais atletas, destacam-se Maurice Cova, que é fundamental na organização do meio-campo, e José Balza, que acrescenta dinamismo à transição ofensiva.
Entretanto, Cova se recuperou de uma lesão e pode não estar em sua melhor forma para enfrentar o Rubro-Negro, embora tenha marcado um gol na última partida. O estilo de jogo do Deportivo Táchira prioriza a posse de bola, mas carece de grande agressividade ofensiva. O centroavante argentino Lucas Cano ainda não balançou as redes nesta temporada e está lesionado.
Contra o Flamengo, a equipe deverá implementar um esquema defensivo com uma linha de cinco jogadores na retaguarda. Outro aspecto relevante é o apoio incondicional da torcida local. Ao contrário da maioria dos clubes venezuelanos, que enfrentam dificuldades com a baixa presença de público, o Táchira costuma contar com estádios lotados, o que pode criar um ambiente hostil para o Mais Querido.
Publicado em colunadofla.com
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